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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mendigo espancado por segurança da SuperVia pode não voltar para casa: ele é foragido da Justiça


Paolla Serra
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Depois de ser espancado por um segurança da SuperVia ao pedir comida em uma lanchonete da Central do Brasil, e ficar um dia internado no Hospital Souza Aguiar, Gabriel da Rosa, de 36 anos, pode não ter a volta que espera para casa, em Itajaí, Santa Catarina. Segundo levantamento no Tribunal de Justiça catarinense, ele ainda tem uma pena para cumprir.
De acordo com José Secundino, delegado assistente da 4ª DP (Central do Brasil), Gabriel já ficou preso por tentativa de furto em São Paulo, em 2002, e por furto, ao ser preso em flagrante, em Santa Catarina, há dois anos. No site do TJ catarinense, consta que, depois de preso em abril de 2003, ele foi condenado a 13 anos, 7 meses e 23 dias de reclusão, em cinco processos por furto e um por roubo.
Em 27 de fevereiro deste ano, ele tinha cumprido quase um terço da pena. Nessa data, ainda faltavam quatro anos e quatro meses para cumprir. Gabriel até ganharia o direito a saídas temporárias da prisão. Mas, em 30 de março, ele não foi encontrado pelo oficial de Justiça: “Deixei de proceder a intimação de Gabriel da Rosa, em virtude do mesmo estar evadido, conforme informações colhidas junto ao Setor Penal da Penitenciária”.
— O que quero é recomeçar — disse ontem Gabriel, que terá sua volta para Itajaí providenciada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social.
Após depoimento, noite em um abrigo
Gabriel conta que, ao deixar a casa da família, em Itajaí, Santa Catarina, no início de abril, perambulou por Curitiba, no Paraná, e São Paulo. Chegou ao Rio há pouco mais de um mês. Sem dinheiro, dorme no Campo de Santana e pede comida.
A assessoria de imprensa da SuperVia admitiu, por meio de nota, que o vigilante — já afastado da função — se envolveu em uma confusão com Gabriel. Depois de receber alta hospitalar, o mendigo foi ouvido nesta quarta-feira na 4ª DP, onde foi aberto um procedimento por lesão corporal.
Gabriel e o deputado Marcelo Freixo
Gabriel e o deputado Marcelo Freixo Foto: Roberto Moreyra / Extra
Após prestar depoimento na delegacia, Gabriel fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal e foi recebido pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj). À noite, foi para um abrigo municipal na Ilha.
Os deputados estaduais Samuquinha (PR), da Comissão de Segurança Pública, e Dionísio Lins (PP), da Comissão de Transportes da Alerj, pediram à SuperVia informações sobre o episódio.


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