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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Morador de rua de SP reencontra família após perfil criado no Facebook


Primeiro encontro entre Raimundo e o irmão Francisco, em outubro de 2011 (Foto: Arquivo pessoal)Primeiro encontro de Raimundo com o irmão
Francisco, em outubro (Foto: Arquivo pessoal)
Morador de rua de São Paulo há mais de 30 anos, Raimundo Arruda Sobrinho, 73, reencontrou a família depois de um perfil criado para ele no Facebook. Em setembro de 2011, um de seus quatro irmãos, Francisco Tomaz Arruda, que vive em Goiânia (GO), encontrou por acaso na internet sua página na rede social.

O perfil de Raimundo no Facebook (acesse aqui) foi criado por Shalla Monteiro, moradora da região onde ele vivia há quase 19 anos, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Raimundo não entrava em contato com a família desde a metade da década de 1980. Ele saiu de casa para estudar em São Paulo no início dos anos 1960.

Sem informações precisas sobre sua localização, a família de Raimundo sempre buscou notícias sobre ele na internet. Durante todos esses anos, Raimundo já apareceu em revistas, jornais, programas de TV e inclusive documentários. “Mas a maioria do material era antigo e não informava sua localização exata”, conta Josangela Roberta, mulher de Francisco.

Em setembro de 2011, Roberta buscou na internet o nome de Raimundo para mostrar uma foto dele para a filha de Francisco. Ao fazer a pesquisa na web, elas localizaram o perfil de Raimundo no Facebook, que havia sido criado por Shalla há menos de dois meses.
Shalla conheceu Raimundo em maio de 2011 (Foto: Arquivo pessoal)Shalla conheceu Raimundo em maio de 2011
(Foto: Arquivo pessoal)
“Conheci Raimundo em maio de 2011. Acho que foi amor à primeira vista. O que mais me chamou a atenção foi a paz e a tranquilidade que ele transmite”, conta Shalla, que criou a página no Facebook dez dias depois do aniversário de 73 anos de Raimundo, comemorado em 10 de agosto com bolo e presentes.

“Criei o perfil como uma forma de dar reconhecimento e afeto para uma pessoa com a qual eu estava muito envolvida”, diz. Antes de criar a página no Facebook, Shalla explicou para Raimundo o que é internet e mídias sociais, e pediu sua autorização. “Ele apenas me disse: ‘se você quer perder tempo com um mendigo’”.

Ao encontrar Raimundo na rede social, Roberta levou um susto. “Mandamos imediatamente uma mensagem questionando quem havia feito a página, já que Raimundo era morador de rua”. Shalla logo entrou em contato com a família para dar todas as informações.

“Eu nunca imaginei que encontraria a família pelo Facebook, mas eu sabia que haveria alguma repercussão. Durante o tempo que convivi com ele, notei a grande popularidade de Raimundo, que sempre era cumprimentado por moradores, policiais e inclusive crianças”, diz Shalla.
Shalla montou uma placa para promover a página de Raimundo no Facebook (Foto: Arquivo pessoal)Shalla montou uma placa para promover a página de Raimundo no Facebook (Foto: Arquivo pessoal)
Primeiro encontro
Duas semanas depois do primeiro contato, Francisco desembarcou em São Paulo para reencontrar Raimundo pela primeira vez depois de mais de 20 anos. “O Facebook foi muito útil, pois quem criou o perfil tentou ajudá-lo”, opina Roberta. Francisco passou dois dias inteiros com Raimundo, que se disponibilizou a voltar para Goiás.
Andar pelo sem fim interior
Catar da geometria todas as tintas que ela consumiu e esmaeceram
Depois, a matéria de tudo que a natureza modela
Restam as formas vazias"
poema 'Missão', de Raimundo Arruda Sobrinho
No fim de novembro, Roberta saiu de Goiânia em direção a São Paulo de carro para buscá-lo. “No momento que cheguei lá, ele disse que não queria voltar para não dar trabalho, pois já está velho”, relata Roberta. A família já tinha preparado um quarto para receber Raimundo com toda a estrutura necessária, inclusive com computador. Segundo Roberta, Raimundo diz escutar vozes que falam que ele ainda não está preparado para voltar. “Ele me disse que é um ser estragado socialmente e que não consegue mais conviver em um ambiente familiar”, relata Shalla.
Dias depois, Roberta buscou ajuda para tirar Raimundo das ruas no Ministério Público de São Paulo, que pediu um dossiê com informações sobre a história de Raimundo. A resposta chegou dois meses depois. Em uma reunião no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em 30 de março, a remoção foi agendada para 23 de abril. Nesse dia, Raimundo foi transferido ao Caps do Itaim, onde ele está até hoje. Na última quarta-feira (23), ele completou um mês fora das ruas.

No início, Raimundo precisou tomar vitaminas, pois estava muito magro. Agora, ele vai cortar o cabelo e trocar a capa de plástico que veste até hoje. “Raimundo nunca quis usar roupa porque ele não tinha onde tomar banho. Ele fala que roupa traz fungos e bactérias, e o plástico não, principalmente o preto, que ainda o mantém aquecido”, conta Roberta.
Foto da família mostra Raimundo na cidade rural em que nasceu na década de 1960 (Foto: Arquivo pessoal)Foto da família mostra Raimundo na década de 1960 na cidade em que ele nasceu (Foto: Arquivo pessoal)
História
Antes de ir para São Paulo, na década de 1960, Raimundo morou na casa de amigos de seus pais em Carolina (MA). Ele sempre quis estudar, e a cidade onde nasceu, Piacá (TO), era muito rural e sem estrutura. Depois de alguns anos, Raimundo resolveu ir para a capital paulista dar continuidade aos estudos no Ensino Médio.

Segundo Francisco, Raimundo foi morar na casa de amigos da família. Depois de alguns anos, esse casal mudou de cidade e Raimundo ficou sozinho. Conforme o irmão, foi a partir daí que ele deixou de mandar notícias. “Ele escrevia muitas cartas amorosas para os meus pais, uma vez por mês. Ele chegou a mandar presentes para a minha mãe. O último foi uma máquina de costura. Depois, ele sumiu”.

Em São Paulo, Raimundo foi vendedor de livros e jardineiro. “Na página do Facebook tem pessoas que lembram quando ele foi jardineiro da família”, conta Shalla. Os irmãos ainda não descobriram como Raimundo foi parar nas ruas. Conforme Shalla, Raimundo pagava 1,6 mil cruzeiros de aluguel para morar em um quartinho. “Mas chegou um momento em que a renda era menor que o aluguel. Quando Raimundo se deu conta disso, foi morar na rua”.
Na década de 1980, Raimundo participou de um programa de TV e foi reconhecido por um amigo da família, que pagou uma passagem de avião para que Raimundo fosse até Goiânia, onde Francisco viu o irmão pela primeira vez. “Ele ficou na cidade quase 20 dias, mas não gostou e pediu para voltar para São Paulo”, conta Francisco. Um dos irmãos de Raimundo, então, comprou uma passagem de ônibus para que ele retornasse à capital paulista. Desde então, a família perdeu contato com Raimundo novamente.

“Antes do reencontro em 2011, quando você questionava Raimundo se ele tinha família, ele respondia que era uma pessoa só. Depois, quando Shalla mostrou uma foto dos irmãos e colocou na mão dele, Raimundo reconheceu na hora, mesmo após anos sem vê-los, principalmente Francisco e sua irmã gêmea, que eram bebês quando ele saiu de casa”, conta Roberta.
Os poemas que Raimundo escreve em minipáginas (Foto: Arquivo pessoal)Os poemas que Raimundo escreve em
minipáginas (Foto: Arquivo pessoal)
Poemas
Raimundo sempre escreveu poemas, mas nunca se autodenominou um poeta, segundo Shalla. “Eu o considero um poeta da vida. Ele inclusive tem um estilo literário nas minipáginas em que escreve. Raimundo sempre assina do mesmo jeito e todos os poemas são datados”, conta.

Conforme Shalla, o sonho de Raimundo sempre foi publicar um livro. “Ele escreve o mesmo poema em diversas minipáginas e coloca um número de série atrás”. Shalla diz que essa pode ser a forma que ele encontrou para “publicar” um livro, já que entrega o mesmo poema para diversas pessoas.

Outra curiosidade é que Raimundo sempre coloca em seus poemas a data 1999 mais o número que, somado, chega ao ano atual (1999+13=2012). Shalla explica que esse é o jeito que Raimundo gosta de registrar o ano de seus poemas.

Um dos objetivos de Shalla ao criar o Facebook era mostrar o trabalho de Raimundo. “Eu queria usar a tecnologia das redes sociais para aproximar esses mundos diversos, para que as pessoas observem os moradores de rua com outros olhos, para que elas prestem atenção que é possível encontrar outros talentos como Raimundo”, diz.

Raimundo nunca escondeu que seu grande sonho sempre foi publicar um livro. “Ele conta que chegou a ir a várias editoras, que não lhe deram atenção”, diz Shalla. Depois de voltar a conviver com a família, o próximo passo será concretizar o sonho de Raimundo, segundo Roberta. “Já estamos preparando tudo para que ele volte e vamos lutar para publicar um livro dele”.

Dilma faz 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal



A presidente Dilma Rousseff fez 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal, informaram nesta sexta-feira (25) os ministros da Advocacia Geral da União (AGU), do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Para compensar os cortes e adequar o texto aos propósitos do Planalto, será editada uma medida provisória com ajustes e acréscimos.
O objetivo dos cortes e mudanças no textoaprovado no Congresso, de acordo com o governo, é inviabilizar anistia a desmatadores, beneficiar o pequeno produtor e favorecer a preservação ambiental. Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso, que tem a prerrogativa de derrubá-los. O artigos vetados serão detalhados junto com o envio da MP na segunda-feira (28).
Ministros durante explicação sobre o Código Florestal (Foto: José Cruz / Agência Senado)Ministros durante explicação sobre o Código Florestal (Foto: José Cruz / Agência Senado)
O veto é parcial em respeito ao Congresso Nacional, à democracia e ao diálogo com a sociedade. Foi motivado, em alguns casos, pela segurança jurídica. Em outros, pela inconstitucionalidade"
Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente
"São 12 vetos, são 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco respondem a dispositivos novos incluídos e 13 são adequações ao conteúdo do projeto de lei", explicou Adams. O prazo para sanção do texto, que trata sobre a preservação ambiental em propriedades rurais, vencia nesta sexta.

No Congresso, ministros de Dilma participaram das discussões para o texto aprovado no Senado. No entanto, o projeto foi modificado na Câmara em uma derrota imposta ao governo pela bancada ruralista.
Código Florestal V3 (Foto: Editoria de Arte/G1)


Recomposição em beira de rio
Entre os artigos vetados está o que trata da recuperação de matas em Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os locais vulneráveis, como beira de rios, topo de morros e encostas. O tema foi um dos mais polêmicos durante a discussão no Congresso.
O texto final aprovado pela Câmara, em abril, simplificou regras para a recomposição de matas ciliares, com redução das faixas ao longo das margens de rio que deveriam ser reflorestadas pelos produtores rurais. Ficou estabelecida uma faixa mínima de 15 metros e máxima de 100 metros, a depender da largura do rio.

No entanto, o relator do projeto, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), deixou a cargo dos estados fixar o tamanho da recomposição em propriedades maiores. Isso era interpretado como uma possível anistia a desmatadores, porque poderia liberar quem suprimiu vegetação de recuperar as matas. Em razão disso, o artigo foi vetado pela presidente Dilma.
Pela proposta nova do governo, voltam regras mais específicas para as faixas, variando conforme o tamanho da terra. A intenção é de que todos, pequenos, médios e grandes produtores agrícolas, sejam obrigados a preservar.

Para propriedades de até 1 módulo, serão 5 metros de recomposição, não ultrapassando 10% da propriedade. Para propriedades de um a dois módulos, a recomposição é de 8 metros, até o limite de 10% do terreno. Os imóveis de dois a quatro módulos terão de recompor 15 metros, não ultrapassando 20% da propriedade. Acima de quatro módulos, a recuperação deve ser entre 30 metros e 100 metros.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira (Foto: José Cruz / Agência Brasil)A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira (Foto:
José Cruz / Agência Brasil)
"Os grandes têm grande extensão de propriedade e têm condição de recuperar todas as áreas de preservação permanente", destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, 65% do total de imóveis rurais no Brasil têm até 1 módulo fiscal e ocupam apenas 9% da área agrícola do país. As propriedades com mais de 10 módulos rurais, por sua vez, representam 4% do total de imóveis do país, e ocupam 63% do área produtiva agrícola.
Mangues e topos de morros
As alterações da presidente na reforma ambiental irão recuperar a exigência de que os donos de propriedades rurais recuperem mangues e topos de morros que tenham sido desmatados nas últimas décadas. O texto da Câmara havia flexibilizado o reflorestamento nessas áreas de preservação, alegando que, em muitos casos, se tratavam de culturas consolidadas.
A titular do Meio Ambiente sinalizou, no entanto, que culturas como café, maçã e uva podem receber salvaguardas no projeto, ficando desobrigadas de se adequar integralmente às regras das APPs.

Izabella também revelou que o governo vetou dois parágrafos do Código Florestal que permitiam aos municípios regulamentarem o conceito de APP. Segundo ela, a interpretação definida no código passa a valer tanto para áreas urbanas quanto para as rurais. Dunas e manguezais em áreas urbanas, explicou a ministra, estão protegidas pelas novas regras ambientais.

"Aquilo que foi feito na Câmara foi vetado pela presidente da República", enfatizou.
O Código não é dos ruralistas nem dos ambientalistas, é o código dos que têm bom senso"
Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura
Motivos dos vetos
Izabella Teixeira destacou que a insegurança jurídica e a inconstitucionalidade levaram aos 12 vetos. Ela falou que o objetivo foi também "não anistiar o desmatador, preservar os pequenos e responsabilizar todos pela recuperação ambiental". "O veto é parcial em respeito ao Congresso Nacional, à democracia e ao diálogo com a sociedade", completou.
"O Código não é dos ruralistas nem dos ambientalistas, é o código dos que têm bom senso", acrescentou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro.
Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, "não vai haver anistia" com o novo Código Florestal.
"Estamos dizendo que não vai haver anistia para ninguém, todos terão que contribuir para a recomposição de áreas de preservação permanente que foram utilizadas ao longo dos anos, mas estamos dizendo que essa recomposição vai levar em consideração proporcionalmente o tamanho da propriedade. Estamos estabelecendo um princípio de justiça."
Acréscimos
Entre os acréscimos a serem feitos pela medida provisória, está a reintrodução no texto de princípios que caracterizam o Código Florestal como uma lei ambiental. Tal trecho havia sido aprovado no Senado, mas depois foi eliminado na Câmara por pressão da bancada ruralista.
Um dos princípios trazia orientação para que o Brasil se comprometesse com a preservação das florestas, da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e com a integridade do sistema climático. Outro reconhecia a "função estratégica" da produção rural para a recuperação e manutenção das florestas. Um terceiro pregava modelo de desenvolvimento ecologicamente sustentável, para conciliar o uso produtivo da terra com a preservação.
Votação difícil
O código, que está em discussão no Congresso desde 1999, já havia sido aprovado pelos deputados em maio de 2011, em uma derrota do governo imposta pela bancada ruralista.
Em dezembro, o texto chegou ao Senado, onde passou por ajustes, com alterações que atendiam à pretensão governista. Por ter sido modificado pelos senadores, voltou à Câmara, onde, em abril, foi alterado de novo,  contrariando novamente o governo.
Parlamentares ligados ao campo já falam em mobilização para derrubar os vetos de Dilma. Interlocutores do Planalto, contudo, consideram a ameaça remota. Desde a redemocratização, somente três vetos presidenciais foram rejeitados pelo Parlamento.
Além do histórico desfavorável, há dispositivos regimentais que dificultam o processo. O presidente do Congresso, por exemplo, pode segurar por tempo indeterminado a análise do veto. Outro obstáculo é exigência de quórum especial e da aprovação de dois terços dos parlamentares.
'Veta, Dilma'
Desde que foi aprovado no Congresso, o novo código vem gerando polêmica entre ambientalistas e ruralistas. Movimentos organizados por entidades de proteção ambiental, como o “Veta, Dilma” e o “Veta tudo, Dilma” se espalharam pelas redes sociais.
Personalidades como Fernanda Torres e Wagner Moura também se mobilizaram. No início do mês, a atriz Camila Pitanga chegou a quebrar o protocolo em um evento em que era a mestre de cerimônias - e do qual Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participavam -, para pedir: “Veta, Dilma”.
O cartunista Maurício de Souza divulgou esta semana em seu Twitter um quadrinho em que aparece o personagem Chico Bento dizendo: “Veta tudim, dona Dirma”.
Ator vestido de Dilma Rousseff simula a presidente assinando o veto no Código Florestal, em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Ueslei Marcelio/Reuters)Ator vestido de Dilma Rousseff simula a presidente assinando o veto no Código Florestal, em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Ueslei Marcelio/Reuters)

Equipe do CORREIO flagra morte de comerciante eletrocutado após cair sobre fios








O ambulante Nelson Santana de Souza, 41 anos, morava com a mulher, Rosimeire dos Santos, 35, e os dois filhos, no `Loteamento Vila Pedrita,  em Itinga, Lauro de Freitas. Ele acordava todos os dias à 1h para preparar os lanches que venderia em sua barraquinha na Estrada do Coco. Às 5h, deixava Rosimeire em frente ao Shopping Litoral Norte, onde também vendia doces e salgados.
Em seguida, Nelson voltava em casa, pegava mais coxinhas, pastéis, pãezinhos, bolos e seguia para o Shopping Passeio Norte, onde às 7h fazia da moto uma barraca itinerante. Às 20h, era a hora de desmontar e ir para casa. Apesar da vida sofrida, Nelson juntava  dinheiro para um objetivo: comprar um carro para facilitar o trabalho. Nelson e Rosimeire frequentavam a Igreja Universal no bairro.

Ontem, em mais um dia de batente, por volta das 8h30, Nelson atendeu à ligação de Rosimeire. Como de costume, ela queria saber se ele havia chegado bem. Após trocar palavras de carinho, o casal de despediu. Rosimeire orgulhava-se da luta do marido, que conheceu há 9 anos vendendo lanches em Itinga. Natural de Elísio Medrado, a 240 km de Salvador, Nelson planejava no fim do ano ver os parentes. Para isso, além de separar o dinheiro para o carro, juntava economias de bicos. Quando havia alguma festa na região, lá estava ele e só saía do local após vender tudo.


Acidente na Estrada do Coco derruba poste e fio cai sobre gerador. Após explosão, ambulante que estava próximo corre, mas tropeça na corda da própria barraca e cai sobre o fio, recebendo descarga de 11.400 volts, e morre. 

Conhecido como “Irmão”, era bem querido pelos funcionários do Shopping Passeio Norte, seus clientes. Pouco após as 9h, pediu ajuda para comprar o carro ao mototaxista Sandro dos Santos, 32, seu vizinho. “Ele pediu para tirar o carro no meu nome”,  contou o  amigo. Mas às 10h, os sonhos de Nelson chegaram ao fim.



À esquerda, o repórter Bruno Wendel e à direita, Evandro Veiga. Equipe do CORREIO flagrou tudo

‘Vê-lo morrer ali me matava’

Bruno Wendel é repórter há 7 anos e há 6 trabalha no CORREIO. Não deseja o que viveu ontem a nenhum colega de profissão.

Quinta-feira, 23 de maio. Falastrão do jeito que sou, retornava calado de Lauro de Freitas para o jornal, na Federação. No trajeto de aproximadamente 30 quilômetros, o silêncio foi quebrado pelo motorista do CORREIO Jasson Azevedo. “Você está bem?”, indaga.
“Os traços do rosto daquele homem se desfazendo na minha frente, como uma vela derretida, tão cedo não sairá de minha cabeça”, respondo, cabisbaixo. Nesses sete anos de jornalismo policial, nunca tinha visto nada igual. Nada se compara aos muitos corpos fuzilados, mutilados, decompostos que já relatei. Nada foi tão chocante como o fim trágico do trabalhador Nelson Santana de Souza.
Era ambulante, pai de dois filhos, religioso e casado, mas antes de tudo era um ser humano. A sensação de vê-lo morrer ali e não poder fazer nada, absolutamente nada, me matava por dentro. Foram dez minutos de aflição. Ainda assim, mesmo sabendo que não poderíamos ajudá-lo, o desejo de puxá-lo dali atormentava a minha mente e a do fotógrafo Evandro Veiga. Era uma vontade insana, porém motivada pela sensação de impotência. Quando vi o ambulante arrastar-se no chão por centímetros, para mim, apesar de remota, era um fio de esperança de um homem que agonizava sobre uma descarga elétrica de 11.400 volts.
Mas, a morte era iminente. Ele levantou o rosto por três vezes, como se implorasse por ajuda. O rosto já estava desfigurado. Difícil  não se emocionar com o desespero de outras  pessoas que, assim como eu, torciam pela vida. Foi um homem que tentou amarrar uma corda nos pés do ambulante para retirá-lo do local, motoristas que tentaram em vão apagar  as chamas do corpo com extintores dos carros. Uma mulher ajoelhou e pediu em voz alta que Deus poupasse a vida do ambulante.
Ser um dos personagens desta história não é fácil. Nós, jornalistas, estamos habituados a contar situações, e não nos envolver nelas. Lembro  de uma ocasião em que tive que dar a notícia a uma mãe de que a filha tinha sido assassinada. Aquilo me marcou muito e acreditava que seria minha experiência mais marcante. E aí você se questiona: como não se envolver? Imparcialidade? Nessas horas? Não se comover ao ponto de colocar sua vida em risco?

‘Eu o vi olhando para meus olhos’
Evandro Veiga é repórter fotográfico há 17 anos e está no CORREIO há nove. Preferiria fotografar paisagens.

Toda vez que clicava na câmera me sentia muito mal. Cada foto que fazia sentia uma dor no meu peito. Vi ele morrendo aos poucos, olhando para os meus olhos. Acho que se eu tivesse visto meus filhos de manhã teria ido pra cima dele e tentado puxá-lo  de alguma maneira. Quando vi que o fio estava muito forte, parei e pensei em meus filhos.
Cheguei tão perto do corpo... Tentei salvá-lo.  Gritei! Gritei! Olhava para ele e gritava: “Vem, vem”. Me deu  vontade de meter a mão, de puxar. Parei quando veio na minha mente a imagem dos meus filhos e refleti: ‘Posso ficar aqui e morrer junto. Ainda tenho dois filhos para criar’. Eu ia morrer como herói, mas eu quero ver meus filhos crescerem.
Estava do outro lado da rua fazendo uma matéria sobre um incêndio que tinha acontecido durante a madrugada na loja Insinuante quando ouvi um barulho grande. Era um fogo azul. Parecia a cor de um céu de brigadeiro.  Quando me aproximei, alguém gritou: “Cuidado que vai explodir, tem gasolina no gerador”.
Atravessei a rua, vi o vulto dele correndo. Quando cheguei perto vi o homem se tremendo no chão. Parti pra cima dele. Olhei fiz a foto e comecei a gritar por Bruno para chamar o socorro. Uma das imagens mais horríveis da minha vida foi olhar para ele com o sangue caindo pela boca sem poder fazer nada. Naquele exato momento eu fui até a imagem, mas eu sabia que não podia fazer nada.
Sentia a descarga forte no chão e pedia para as pessoas se afastarem. Fotografei por instinto, sem pensar. Disse: “Pai, eu vou pra cima. Vou tirar ele”. Mas teve um barulho, uma forte explosão. Me deu medo quando lembrei da imagem do sorriso de Eric, meu filho, como se ele tivesse me chamando para não ir. Recuei e continuei a fotografar.
Depois pensei que espécie de ser humano sou eu de ver alguém da minha espécie morrer na minha frente sem poder fazer nada. Como fotógrafo, nos 17 anos de profissão, sempre quis fotografar uma guerra, registrar cenas fortes. Mas, nunca imaginei que poderia acontecer algo igual a isso na frente dos meus olhos. Ontem, quando sai de casa abençoei meus filhos e pedi a Deus um bom dia. Eu sei que tive um bom dia por um motivo: tentei salvá-lo, mas vi que não podia fazer nada.

Facebook tira fotos de mulher com câncer de mama por serem ‘pornográficas’


O Facebook retirou do ar imagens de Joanne Jackson, de 40 anos, que sobreviveu ao câncer de mama. A moradora de Thornhill, no Canadá, fez uma sessão de fotografia para comemorar o feito e publicou o ensaio na rede social. O problema é que, em algumas fotos, ela aparece com cicatrizes das cirurgias nos seios, o que foi considerado “nudez” pelo Facebook.
Joanne Jackson posando para o seu ensaio fotográfico (Foto: Reprodução)Joanne Jackson posando para o seu ensaio fotográfico (Foto: Reprodução)
Jackson, obviamente, ficou muito irritada. Segundo ela, não há motivos para acreditar que as suas imagens têm alguma conotação sexual que vá de encontro ao que diz a política do Facebook. A mulher explica que só quis mostrar a sua "volta por cima" após uma doença tão complicada.

  • Celular vs Cerebro (Foto: Reprodução/ Cnet) (Foto: Celular vs Cerebro (Foto: Reprodução/ Cnet))
    Pesquisadores dizem que não há ligação entre celulares e o câncer
  • Família Cooper (Foto: Arquivo Pessoal) (Foto: Família Cooper (Foto: Arquivo Pessoal))
    Amigos organizam no Facebook casamento para homem com câncer terminal
“Não há nada explícito ou pornográfico nessas fotos. Essa não era a ideia, de jeito nenhum”, comentou em entrevista ao jornal Daily Mail.
Quem sugeriu o ensaio foi um amigo de Jackson, um fotógrafo profissional, Paul Hodgson. Ela achou a ideia muito boa não pelo fato de se exibir, mas sim para provar que “há vida” após estes problemas e servir de inspiração para outras pessoas.
“Eu tive câncer de mama e decidi que isso não me impediria de viver. Essa cicatriz não define quem sou e nem me faz menos atraente como mulher”, completou.
Um representante do Facebook revelou ao diário inglês que este tipo de fotografia vem sendo, sim, removida dos álbuns da rede social pois algumas podem infringir as regras do site.

Carolina Ferraz estampa revista e diz que não teve crise dos 40


Carolina Ferraz, que estampa a capa da revista "Claudia", disse que não teve crise dos 40. O que a perturbou mesmo foi ter passado dos 20. “Não tive crise dos 40. Tive dos 26, quando deixei de ter 20 e poucos”. Para a publicação, a atriz, que está no ar em "Avenida Brasil"como a socialite Alexia, contou seus segredos de beleza e como se mantém bem aos 44.
Carolina Ferraz na 'Nova' (Foto: Divulgação/Nova)Carolina Ferraz na revista "Claudia"

Em evento, Ana Maria Braga faz mistério sobre papo com Deborah Secco


Deborah Secco e Ana Maria Braga (Foto: Francisco Cepeda / AgNews)Ana Maria Braga e Deborah Secco trocam figurinhas em evento
De férias da TV, Deborah Secco participou nesta sexta-feira, 25, de evento de uma marca de desodorizadores de ambiente com Ana Maria Braga no shopping Center Norte, em São Paulo. Ao chegar, Ana Maria instigou a curiosidade dos jornalistas. "Nós já conversamos sobre coisas que não podem ser faladas aqui." A atriz contou que as duas tomaram café da manhã juntas antes do evento. "Nosso café da manhã hoje foi ao vivo", falou Deborah.
Deborah Secco e Ana Maria Braga (Foto: Manuela Scarpa/Photorio News)'Conversamos coisas que não podem ser faladas
aqui', diz Ana Maria Braga
(Foto: Manuela Scarpa/Photorio News)
No dia 9 deste mês, Deborah Secco passou mal em um aeroporto carioca e negou que estivesse grávida. "Não pode ter pressão baixa, né? Filho não cabe a nós, quando a barriga crescer vão ver que eu estou feliz", falou Deborah sobre o fato de ter sido fotografada passado mal.
A atriz fez questão de mostrar a barriga chapada e foi categórica. "Não estou grávida, gente." Mas Deborah desconversou quando questionada se estaria usando algum método contraceptivo. "Tenho amigas que se previnem e ficam gravidas, tenho amigas que não previnem e não ficam. Quando a barriga aqui começar a crescer, o sortudo vai ser quem der a nota primeiro", disse rindo.
Já Ana Maria conversou com os jornalistas sobre as delícias de ser avó de Joana, 1 ano, filha de Mariana. "Ser avó é ser mãe duas vezes, quase uma continuação da vida. Todo mundo acha que ser avó é ser velha, mas antes as avós eram velhinhas porque não  tinha tintura nem nada, mas a média de idade mudou. Eu não me sinto com cara de avó, hoje tem avós lindas tirando fotos em revistas masculinas. O padrão é outro."

Férias
No evento, Deborah ainda contou que começa a gravar a segunda temporada de "Louco por Elas" em agosto e que deve se dedicar à série até novembro. Em janeiro, a atriz passará por uma transformação de visual para encarar o papel da cantora Joelma no longa-metragem que contará a trajetória da banda Calypso.
"Vou ter de ter um condicionamento físico mais preparado, porque eu nãoo danço e canto como ela. Devo cantar, mas minha voz deve ser mixada com a dela até porque eu não sou cantora", explicou Deborah acrescentando que o longa deve ser rodado em dois meses.
Deborah Secco e Ana Maria Braga (Foto: Felipe Abilio/EGO)Deborah Secco e Ana Maria Braga
(Foto: Felipe Abilio
Deborah Secco (Foto: Felipe Abilio/EGO)'Não estou grávida, gente', jura Deborah
(Foto: Felipe Abilio

Principal parceira do Flamengo não se opõe à volta de Bruno


Bruno choro 450Alex de Jesus/O Tempo/AE
Bruno chegou ao Fla em 2006 e defendeu o clube até sua prisão, em 2010
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Os advogados do goleiro Bruno estão otimistas quanto ao pedido de habeas corpus para o arqueiro responder ao processo em liberdade. O Flamengo já avisou que não fechará as portas para o atleta, que tem contrato com o clube. Postura que em nada tira o sono da principal parceira rubro-negra.

A Olympikus, fornecedora de material esportivo do time da Gávea, não se opõe a um possível retorno de Bruno. Na parceria firmada com o Flamengo, não existe nenhuma cláusula que atrapalhe a decisão que a diretoria carioca for tomar.

Ao ser preso em 2010, suspeito do assassinato de Eliza Samudio, sua ex-amante, Bruno teve o contrato apenas suspenso pelo Flamengo. Desta forma, se for solto, seu advogado já afirmou que o goleiro se apresentará ao clube da Gávea.

De longe, a Olympikus não se intromete. Pelo contrário, deixa os dirigentes bem à vontade para tomar qualquer atitude. Foi o que assegurou ao R7 Tulio Formicola, diretor da empresa de material esportivo.

- Não existe cláusula nenhuma sobre isso. Não cabe a nós decidir se ele deve ou não voltar. Não temos participação nisso. Aliás, estamos torcendo para que, se ele for inocentado, seja libertado.

O entendimento com os parceiros foi um dos principais pontos levantados por Rafael Plastina, especialista em marketing esportivo e consultado pelo R7. Para o sócio-diretor da Sport Track, os dirigentes não podem tomar nenhuma decisão antes de ouvir todos os patrocinadores.

- Tem a Olympikus e outros parceiros que estão lá. Por respeito, é importante que se ouça esses patrocinadores. Em alguns contratos, pode ser que haja previsão para isso. Pode haver um escândalo de uma volta do Bruno ao clube.

Rafael Plastina aconselha o Flamengo a fazer uma aprofundada pesquisa com seus torcedores, para saber qual a opinião. O especialista não acredita que essa seja uma decisão a ser tomada apenas pela diretoria.

- Vou ser pragmático. Não é uma situação típica, é algo extremamente delicado. Nesse caso, o clube não deveria decidir sozinho. Poderia fazer uma pesquisa com a torcida, ouvi-la, no sentido de validar isso. É algo muito perigoso dos dois lados. Não pode simplesmente destruir a carreira de uma pessoa que não foi condenada e não pode abrir as portas, pagar altos salários e vir a ser condenado. Ter a chancela da torcida seria muito bom. Teria de ser uma pesquisa via instituto. Verificar primeiro o time que a pessoa torce. É uma questão que envolve segurança.

O Flamengo optou por não se pronunciar mais sobre o assunto até a decisão da Justiça. O departamento de marketing do clube foi procurado pela reportagem, mas alegou que não poderia abordar o caso.

Bruno está preso desde julho de 2010 na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte. O advogado do réu, Rui Pimenta, aguarda a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre um pedido de Habeas Corpus do jogador, para que ele possa aguardar o julgamento em liberdade, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Professores grevistas usam máscara de 'O Grito' em caminhada de protesto


Professores greve Salvador Bahia O Grito (Foto: Egi Santana/G1)Professores estão em greve há 45 dias por reajuste salarial (Foto: 
Cerca de doze professores grevistas usam máscaras em referência ao quadro "O Grito", deEdvard Munch, durante caminhada de protesto realizada na manhã desta sexta-feira (25), no Dique do Tororó, em Salvador. A ação reúne centenas de profissionais da rede estadual de ensino, que mantêm greve há 45 dias. "A ideia é expressar o nosso descontentamento em relação ao governo do estado com 'O Grito'", disse, mascarada, uma professora de Geografia, que prefere não ser identificada.
Protesto de professores em Salvador (Foto: Egi Santana/ G1)Apenas uma pista do Dique está liberada
A caminhada ocorre nos entornos do Dique, próximo às obras da Arena Fonte Nova, e provoca lentidão no trânsito. Apenas uma faixa da pista foi liberada para o tráfego de veículos. Equipes de polícia e agentes da Transalvador, órgão de trânsito, estão no local para controlar e organizar o tráfego. Antes da caminhada, os grevistas fizeram um café-da-manhã acompanhados do som de protesto tocado por uma banda de sopro e marchinhas.
Reivindicações
Os professores querem reajuste de 22,22%no piso nacional. Eles alegam que o governo fez acordo com a categoria, em novembro do ano passado, que garantia os valores do piso nacional, e depois ignorou o acordo mandando para a Assembleia um projeto de lei com valores menores. No dia 25 de abril, os deputados aprovaram o projeto enviado pelo executivo que garante o piso nacional a mais de cinco mil professores de nível médio.
A greve já foi considerada ilegal pela Justiça e o ponto dos grevistas foi cortado. O departamento jurídico do sindicato da categoria (APLB) deu entrada em uma ação com pedido de liminar à Justiça na tentativa de derrubar a ordem que impõe multa diária de R$ 50 mil até encerramento da greve. Segundo o presidente do sindicato da categoria, Rui Oliveira, com o corte dos salários, os professores não vão repor as aulas perdidas durante a paralisação. O Ministério Público fez uma reunião no dia 24 de abril e se colocou à disposição para mediar o impasse entre a categoria e o governo.
No dia 15 de maio, o Governo da Bahia divulgou comunicado informando que pagaria os salários cortados aos professores em greve caso a categoria se comprometesse a retornar imediatamente às atividades, o que não aconteceu.

Em protesto, posto de Salvador vende gasolina com 53% de desconto


Em protesto, posto de Salvador vende gasolina com 53% de desconto (Foto: Egi Santana/ G1)Carros formaram fila para abastecer mais barato nesta sexta-feira (Foto: Egi Santana/ 
Um posto de combustível de Salvador, situado na BR-324, oferece gasolina com 53% de desconto nesta sexta-feira (25), Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte e da Liberdade de Impostos. A ação é um protesto contra a carga tributária cobrada dos postos de combustíveis.
Em protesto, posto de Salvador vende gasolina com 53% de desconto (Foto: Egi Santana/ G1)Motociclistas podem abastecer R$ 10, enquanto
motoristas de carro podem colocar R$ 20
(Foto: Egi Santana/ 
Uma longa fila de carros e motos se forma nesta manhã no posto de combustível, que reservou uma de suas bombas para comercializar o litro da gasolina pelo valor de R$ 1,31. Os motociclistas podem abastecer até R$ 10, enquanto os motoristas de carro podem colocar até R$ 20. 
O motoboy José Neto descobriu que só poderia colocar R$ 10 quando estava na fila, mas ainda assim achou que valia a pena. "Já é alguma coisa, como já estou na fila, vou continuar esperando. Mas acho que por ser um protesto deveria acontecer em todas as bombas e as pessoas deveriam poder encher o tanque", opina.
O comerciante Joaquim Castro avalia que a manifestação é bastante válida. "Com R$ 20 deu para colocar 15 litros, já é uma boa economia", afirma.
O Sindicombustíveis Bahia aponta os impostos como os responsáveis por mais da metade do custo da gasolina e diz que os preços poderiam ser menores se a carga tributária não fosse elevada. Incidem sobre a gasolina os impostos CIDE, PIS, COFIS e ICMS.
Em protesto, posto de Salvador vende gasolina com 53% de desconto (Foto: Egi Santana/ G1)Motociclistas também encararam fila para conseguir desconto (Foto: Egi Santana/